Enfrentamento à violência como uma forma de desenvolvimento social

Enfrentamento à violência como uma forma de desenvolvimento social

 

“Acerca do que foi conversado, é importante inicialmente sensibilizar a sociedade de maneira geral sobre o que é a infância, o que são crianças e que elas são sujeitos de direitos; em seguida, compreender as variadas formas de violências que existem, algumas parecem muito veladas, mas afetam tanto quanto aquelas que são mais explícitas, e trazê-las para o debate permite que a gente encontre formas de enfrentamento coletivas, que sejam encampadas pela sociedade como um todo, não só por grupos”.
Esta foi uma das conclusões da professora da UFMA, Carla Serrão, acerca da roda de diálogos que aconteceu na quarta-feira (8), na Faculdade Estácio, com a temática “Enfrentando a violência contra crianças”, promovida pela Agência de Notícias da Infância Matraca, em parceria com a Rede da Primeira Infância do Maranhão e apoio do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Maranhão (CEDCA-MA).
As crianças, principalmente as de zero a seis anos de idade, são sujeitos de direitos, portanto, é necessário que a discussão foque também em políticas públicas, estratégias, ações, políticas de segurança e de direitos humanos que abarquem esse público. A convivência com drogas, armas, abordagens violentas contra os cidadãos, quando os direitos que deveriam ser garantidos são escassos, dá continuidade a um ciclo desumano que dificulta a vivência de uma infância completa e interfere no desenvolvimento saudável do individuo.
Seja qual for o tipo de violência, ela sempre afeta, impacta, modifica a criança em si e não somente a fase de vida que esteja vivenciando. A professa Carla ainda diz que “a medida que a gente vai sensibilizando as pessoas sobre o que é a violência e as formas como elas se apresentam, a gente vai tendo cada vez mais condições de ir eliminando algumas dessas formas”.
Para que haja um real enfrentamento, é necessário investimento na produção de saberes plurais e na articulação dos mais variados setores – sociedade civil, governo, movimentos sociais, entre outros. Nesse sentido, essa troca de opiniões, de conhecimento, pode ter como resultado alternativas e ligações efetivas que sejam capazes de melhorar as condições de vida das crianças.
Essa roda de diálogos faz parte dos eventos do projeto “Primeira Infância em Rede”, desenvolvido pela Agência de Notícias da Infância Matraca, em parceria com a Rede da Primeira Infância do Maranhão e apoio do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Maranhão (CEDCA-MA), por meio do Fundo Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Maranhão (FEDCA-MA), voltada para universitários e profissionais de Comunicação, bem como discentes e profissionais de áreas diversas.

 

Texto: Yara Mendes

Revisão: João Carlos Raposo

Foto: Lucas Fonseca