Educação infantil: uma discussão fundamental para desenvolvimento social

Educação infantil: uma discussão fundamental para desenvolvimento social

Para você, a educação infantil é importante? Faz diferença na vida adulta? Quais aspectos devemos priorizar na educação infantil? Esses são apenas alguns dos questionamentos que a sociedade contemporânea tem como desafio responder. Mas, para entramos no assunto, é necessário esclarecer o que é a educação infantil e o que ela abrange, ou seja: é a fase que envolve a criança de 0 a 6 anos de idade, primeira etapa da educação básica, que tem por objetivo ajudar no desenvolvimento integral da criança, no que diz respeito ao cognitivo, social, emocional e físico. E não só, pois é importante destacar ainda que essa fase da vida está dividida em dois segmentos: creche (crianças de 0 a 3 anos) e pré-escola (crianças de 4 a 5 anos e 11 meses).

É relevante pontuar que a primeira infância é um período fundamental, pois é nessa fase que serão desenvolvidas habilidades essenciais que impactarão diretamente na sua vida adulta e não somente isso, também no futuro dos países. Entretanto, é necessária uma educação de qualidade para que a criança adentre na sociedade e construa sua visão de mundo.

De acordo com o observatório do PNE (2015), a porcentagem de crianças de 0 a 3 anos na escola é de 30,4%, já a porcentagem de crianças de 0 a 3 anos que frequentavam a escola é de 23,5%, números muito baixos e que refletem a realidade de tantas crianças que têm seu direito à educação negado. É nesse sentido que o professor especialista em Educação Infantil, Vital Didonet, fala sobre a necessidade de se pautar a educação infantil nas agendas políticas. “Além de ser importante para o desenvolvimento da criança, um dos argumentos relevantes e que vale ser destacado é que o acesso a uma boa educação infantil reduziria a desigualdade social, uma vez que crianças de classe média tem acesso a melhores condições escolares, diferentemente da criança que vive em situação de pobreza”, reforça o educador.

Segundo o Plano Nacional da Primeira Infância, no Brasil há 20 milhões de crianças de até seis anos de idade, sendo 10,9 milhões do nascimento aos três anos e 9 milhões dos três aos seis; desse total, apenas 17,1% tem acesso a algum tipo de atendimento educacional em creches (0 a 3 anos) e aproximadamente 77,6% na pré-escola (4 a 6 anos). Para o professor Didonet “já tivemos tempos piores, o trabalho na educação não ocorre com efeito imediato, apesar de ter acontecido avanços; porém, é relevante destacar que as creches existentes são poucas para suprir a demanda, ainda há contratações de funcionários técnicos com baixo salário e pouca formação e que os cortes feitos na educação afetam na qualidade do serviço prestado”.

A educação infantil de qualidade é um direito de toda criança, daí a necessidade de cada vez mais se discutir sobre o tema e, para além disso, é importante que os resultados sejam postos em prática, para que assuntos como esses sejam discutidos com uma perspectiva mais favoráveis.

 

Texto: Yara Mendes

Revisão: João Carlos Raposo

Foto: Lucas Fonseca